Arquivo diário: 8 de fevereiro de 2019


Sobre a Natureza de Davokar, Parte III 2

As Regiões Escuras

Quem viaja por Davokar nunca deve esquecer onde o verde e o estranho fincam suas raízes. Mesmo a colheita mais rica se alimenta da morte, e você nunca viu uma colheita tão rica, nem um solo tão negro como o que é encontrado nos áreas verdejantes e sombrias de Davokar. Entre as regiões da floresta há algumas que os rumores dizem ser especialmente perigosas. Muitos poucos visitaram a Davokar Escura e retornaram para falar sobre ela, e muitos dos sobreviventes retornaram com ferimentos graves no corpo e na alma, tornando suas histórias inacreditáveis. De qualquer forma, pelo que sei, as regiões escuras têm pouco em comum além de que devem ser evitadas como a peste. Literalmente!
Muitos descreveram Davokar Escura como infestada de parasitas e doenças contagiosas; doenças que afetam o corpo e a mente de maneiras diferentes, mas sempre com consequências horríveis – as vítimas se tornam insanas, pervertidas, aleijadas, violentas ou mortas-vivas; ou tudo isso combinado. Outras histórias contam sobre distorções ou rasgos profundos no tecido da natureza, sobre monstros que desafiam a razão e sobre maldições antigas tão vibrantes que fervem a carne dos ossos de todos que se aproximam.
Além dos sintomas que testemunhei dos poucos que retornaram, não sei o quanto é verdade nessas histórias. Mas uma coisa é certa: enquanto houverem ruínas intocadas em outros lugares, será tolice entrar na escuridão. De minha parte, eu preferiria morrer do que sair em caçada a lugares místicos como Dakovak, Saroklaw ou o lugar que tem sido chamado de “a Mãe da Escuridão”, Symbar.

Natureza

Tendo em vista que ninguém que entrou em Davokar Escura retornou com fala e sentidos intactos, não posso oferecer mais do que rumores sobre sua natureza. De acordo com minha avaliação, há cerca de uma dúzia de áreas que merecem atenção neste contexto, áreas que irão forçar todos que entrarem nelas a encarar desafios quase inumanos. Há contos de mares de espinhos, florestas petrificadas, charcos de águas negras densas e rios de magma.
Mesmo as lendas mais selvagens contam sobre frios gélidos no meio do verão, vegetação luminescente, regiões que compartilham seu solo com dimensões demoníacas e lagos subterrâneos preenchidos com ácido que emitem vapores venenosos que sobem até a superfície. Se alguém fosse levar todas as histórias a sério, seria como se as profundezas de Davokar fossem formadas pelo contraste absoluto com tudo que conhecemos como normal, onde todas as verdadeiras formas de vida eventualmente são desfeitas.
Se não fosse pelas dificuldades de encontrar o caminho, ainda haveriam boas razões para afrontar os perigos e visitar as ruínas da escuridão, até mesmo a própria Symbar, que as bruxas dos bárbaros afirmam ter sido o trono da civilização que surgiu aqui milênios atrás. Como mencionado anteriormente, bárbaros e elfos permanecem longe dos destroços, portanto, se as bruxas estiverem certas, lugares como Symbar e Saroklaw estão provavelmente cheios de riquezas. Mas ainda faltam instruções e direções confiáveis para as partes mais escuras de Davokar. Tatear por gemas em um saco cheio de víboras, espinhos tóxicos e sanguessugas famintas é uma empreitada que, bem, somente um lunático pode achar interessante.

Criaturas

Os contos das criaturas que habitam Davokar Escura são muito menos do que o retrato de sua natureza, talvez porque aqueles que encontram qualquer coisa viva por lá rapidamente deixam de viver. A maioria provavelmente já ouviu sobre meu antigo colega e amigo, Onedar Acharrota, que hoje em dia está aprisionado sob o monastério dos Frades do Crepúsculo, oscilando de ataques histéricos a um transe apático. [parei aqui]
Com minhas próprias orelhas, ouvi Acharrota choramingar sobre elfos guerreiros sanguinários pálidos como ossos; sobre a predatória Guarda Espectral; sobre sapos-monstros possuídos, da altura de dois homens; e sobre alguma coisa que alternadamente chamou de dragões, serpentes e drackans. A única parte de seus delírios que parece razoavelmente confiável, não até ser repetida por outros, é sua descrição do chamado Clã Predatório e seu acampamento em Saroklaw – tudo além disso deve ser ouvido com bastante ceticismo.

Observações Finais

Será Davokar um ser, uma criatura faminta e sedenta com musgo como pele, riachos e rios como seu sistema circulatório e com uma Symbar pulsante e dominente escondida em algum lugar sob a vegetação? Após mais de cinco anos como um explorador sob seu teto de folhas, estou inclinado a responder negativamente: Davokar não é uma criatura, mas muitas, uma horda de matas cujos soldados têm somente uma coisa em comum – são hostis a qualquer tentativa de cultivar, colher ou intrometer em seu reino.
Mobilização e um sentido unificado de propósito são necessários se, nós, o povo da Rainha Korinthia, recém-chegados a esta terra hostil e abundantemente rica, quisermos alcançar a vida que merecemos. Davokar pode ser nossa – nós podemos expulsar os sentinelas élficos, erradicar as abominações, curar as infecções e enfim salvaguardar nosso futuro com a ajuda das heranças antigas de Symbaroum.
E concluo minha fala erguendo uma taça a Korinthia Ruína da Noite – nosso relâmpago na escuridão, nossa senhora e matadora de todos os inimigos!

por Iasogoi Brigo

E aqui acabam as prévias sobre a natureza de Davokar. Em breve, o documento com anotações pessoais de Iasogoi Brigo, o que será que ele tem a dizer sobre cada ponto citado? Veja em breve…

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  • Leia a Parte I aqui.
  • Leia a Parte II aqui.